Pediatria do Desenvolvimento

A Pediatria do Desenvolvimento, ou mais propriamente Pediatria do Neurodesenvolvimento é o ramo da pediatria que se ocupa do desenvolvimento da criança e do jovem, pressupondo não só a vigilância do desenvolvimento, como também o diagnóstico das suas perturbações e respectiva intervenção.

O neurodesenvolvimento da criança define-se como o conjunto de competências por meio das quais a criança interage com o meio que a rodeia, numa perspectiva dinâmica, de acordo com a sua idade, o seu grau de maturação, os seus factores biológicos intrínsecos e os estímulos provenientes do ambiente.

Fazem parte dessas competências:

  • a motricidade global;
  • a manipulação;
  • a comunicação e a linguagem;
  • a cognição verbal e não verbal;
  • as competências sensoriais, como a visão e a audição;
  • os comportamentos;
  • os afectos e as emoções.

As perturbações do desenvolvimento incluem, entre outras:

  • as deficiências motoras, como a paralisia cerebral;
  • os défices cognitivos;
  • as perturbações sensoriais, como a surdez ou a cegueira;
  • as perturbações da comunicação, como a perturbação específica da linguagem;
  • as perturbações comportamentais, como a perturbação de hiperactividade com défice de atenção;
  • as perturbações do espectro do autismo;
  • as perturbações da integração sensorial;
  • as perturbações da aprendizagem escolar, como a dislexia.



 
A complexidade e diversidade das perturbações do neurodesenvolvimento, exigem um trabalho em equipa com outras especialidades médicas e não médicas.
Neuropediatria

A Neuropediatria (também denominada Neurologia Pediátrica) é uma especialidade médica dedicada às doenças e às disfunções do sistema nervoso central e periférico e do sistema muscular que se manifestam na criança e no adolescente. Existe uma alta prevalência de doenças neurológicas neste grupo etário com patologias muito especí­ficas do adulto.
Nas últimas décadas, graças aos enormes progressos das ciências básicas, em particular da bioquímica e da genética molecular, a Neuropediatria conheceu um grande desenvolvimento.
O Neuropediatra tem como funções essenciais o diagnóstico, o prognóstico, a orientação terapêutica e também a prevenção de todos os problemas neurológicos que afetam a criança ou o adolescente. A sua atividade clí­nica exige frequentemente um contacto estreito com outras especialidades médicas (genética, neurorradiologia, neurofisiologia, neuropatologia, neurocirurgia, pedopsiquiatria) e um trabalho multidisciplinar de acompanhamento do desenvolvimento da criança em estreita colaboração com uma equipa de reabilitação (pediatria do desenvolvimento, psicologia, fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala).

Entre as principais doenças abordadas por esta especialidade podem salientar-se:

  • Cefaleias;
  • Epilepsia;
  • Atraso de desenvolvimento psicomotor;
  • Síndromes de hiperactividade e défice de atenção;
  • Paralisia cerebral;
  • Malformações congénitas;
  • Doenças neurodegenerativas;
  • Doenças neurometabólicas;
  • Doenças vasculares;
  • Doenças neuromusculares;
  • Doenças do movimento;
  • Infecções do sistema nervoso central.

Pedopsiquiatria

Em actualização.
Genética Médica

Em actualização.
Pediatria

A pediatria é a especialidade médica dedicada à assistência à criança e ao adolescente, nos seus diversos aspetos, sejam eles preventivos ou curativos.

Os aspetos preventivos envolvem ações como aleitamento materno, imunizações (vacinas), prevenção de acidentes, além do acompanhamento e das orientações necessárias a um crescimento e desenvolvimento saudáveis (puericultura). Já os cuidados curativos correspondem aos diversos procedimentos e tratamentos das mais diversas doenças exclusivas ou não da criança e adolescente.

O Pediatra é o médico da criança/jovem e da sua circunstância, o consultor da família, o interventor nas fases mais precoces do risco (nomeadamente na vida pré-natal) e o mediador em tudo que é a promoção de bem-estar para a criança/jovem. Todas estas facetas só são exequíveis com a colaboração dos outros profissionais da Getting It nomeadamente, Neuropediatras, Geneticistas Clínicos, Psicólogos, Terapeutas da Fala, Terapeutas Ocupacionais, etc.

Psicologia

“O difícil não é dar, é não dar tudo” (Sidonie Colette)

Na Getting It – Pediatria e Desenvolvimento, procuramos potenciar o que a criança tem para oferecer, ajudando-a a construir o seu próprio percurso de desenvolvimento. Por vezes, este caminho apresenta diferentes tipos de obstáculos…

O psicólogo é o profissional que ajuda a criança a encontrar respostas para estas dificuldades. Atua numa grande variedade de aspetos do desenvolvimento infantil e adequa as estratégias às especificidades das áreas em que intervém.

A Getting It – Pediatria e Desenvolvimento integra na sua equipa um conjunto de psicólogos que realizam as seguintes funções:

  • Avaliação psicológica – com o objectivo de traçar o perfil de desenvolvimento e/ou de funcionamento social, emocional, cognitivo e comportamental da criança;
  • Consulta psicológica e psicoterapia – para promover mudanças relativamente à forma como a criança pensa, sente e se comporta, tentando, ao mesmo tempo, proceder ao empowerment da família e outros adultos significativos;
  • Orientação de grupos de treino de competências sociais – para ajudar a criança a desenvolver habilidades sociais, procurando uma maior e melhor integração no grupo de pares e um funcionamento social mais eficaz;
  • Consulta de orientação vocacional – com o objectivo de ajudar o jovem no difícil processo de tomada de decisões, face à diversidade das alternativas formativas e profissionais que se encontram à sua disposição, e às características do mercado de trabalho.

Para tal, recorrem a entrevistas, observação nos vários contextos, inventários de comportamento para pais/professores/criança, instrumentos de avaliação cognitiva, neuropsicológica e pedagógica.
Assim, na Getting It – Pediatria e Desenvolvimento, procuramos congregar a informação dos vários contextos da criança/ jovem e articular estratégias, tendo por base o trabalho em equipa com pais, professores/ educadores e outros adultos significativos na vida da criança/ jovem.

Terapia da fala

“Quando vejo uma criança, ela inspira-me dois sentimentos: ternura, pelo que é, e respeito pelo que pode vir a ser.” Louis Pasteur

E é tendo em consideração esta citação, que a Terapia da Fala, apesar da denominação restrita, actua numa grande diversidade de áreas do desenvolvimento humano, que têm como denominador comum um elemento essencial à sobrevivência e qualidade de vida da pessoa: a comunicação.
O terapeuta da fala é o profissional responsável pela avaliação, diagnóstico, tratamento, prevenção, rastreio, aconselhamento e seguimento de crianças, adultos e idosos. Este profissional actua ao nível de um grande leque de áreas de intervenção:

  • Comunicação verbal e não-verbal;
  • Linguagem (compreensão e expressão nas modalidades oral, escrita, gráfica e gestual da linguagem, e seus componentes – semântica, morfossintaxe, fonologia e pragmática);
  • Fala (articulação verbal, fluência, ressonância, voz, respiração, motricidade orofacial);
  • Consciência fonológica e processamento auditivo central;
  • Dificuldades da aprendizagem da leitura e da escrita;
  • Deglutição e alimentação.

Na Getting It – Pediatria e Desenvolvimento, acompanhamos particularmente crianças, adolescentes e respetivas famílias. Atuamos em contexto de gabinete, creche e jardim-de-infância e em contexto familiar, de acordo com o quadro terapêutico e, principalmente, as necessidades da criança e da família.

Procuramos desenvolver um trabalho em equipa interdisciplinar e colaborar junto dos pais, educadores, profissionais de saúde e de educação, sempre com o objetivo final de optimizar as competências comunicativas de cada criança.

Terapia ocupacional

A Terapia Ocupacional tem como objetivo ajudar a pessoa (criança, jovem ou adulto) a utilizar as suas capacidades de forma a que esta possa envolver-se funcionalmente nos papéis ocupacionais que ocupa em todos os seus contextos. A intervenção da Terapia ocupacional assenta na base de que a saúde é apoiada e mantida quando o indivíduo consegue realizar as suas atividades e ocupações, que permitem uma participação desejada e necessária em casa, na escola, no trabalho, em situações de vida comunitária.

Assim, o terapeuta ocupacional – na sua intervenção com crianças – tem como papel:

  • Melhorar, desenvolver e/ou restabelecer funções comprometidas ou perdidas devido à patologia, lesão ou privação ocupacional;
  • Promover o desenvolvimento de capacidades para que a criança desempenhe tarefas e atividades independentemente;
  • Prevenir, através da intervenção precoce, o comprometimento ou perda funcional;
  • Fornecer estratégias para facilitar a participação ativa da criança nas suas rotinas diárias;
  • Avaliar necessidades de aprendizagem e problemas de desenvolvimento;
  • Planear e implementar estratégias de intervenção e atividades;
  • Reduzir barreiras ambientais que limitem a participação ocupacional da criança;
  • Identificar a necessidade de tecnologias de apoio;
  • Preparar a criança para a transição para a pré-escola, escola e/ou outros programas comunitários;
  • Informar os pais e cuidadores acerca das necessidades de saúde ocupacional da criança.

Integração sensorial

A Integração Sensorial é o processo neurológico que organiza a informação proveniente do nosso corpo e do mundo que nos rodeia de modo a usá-la no dia-a-dia.
Como seres vivos, aprendemos a experienciar o mundo através dos nossos sentidos. Apesar de normalmente ensinarmos às nossas crianças a existência de cinco sentidos – paladar, tacto, olfacto, visão e audição – existem na verdade outros sentidos que são muito importantes para o nosso funcionamento no mundo. Um desses sentidos dá-nos informação sobre a posição do nosso corpo – propriocepção – e outro ajuda-nos a manter o equilíbrio ou permanecer de pé contra a força de gravidade – vestibular.
Porque os problemas sensório-integrativos não são tão óbvios como os problemas físicos, embora causem tantos problemas, eles precisam de ser explicados. De facto, a integração sensorial ocorre automática e normalmente na maioria das pessoas e por isso, tendemos a considerá-la um dado adquirido desde sempre. A verdade é que para a maioria das crianças, a integração sensorial desenvolve-se no curso de atividades normais das suas infâncias mas, para outras, a integração sensorial não se desenvolve tão eficazmente como deveria e nestes casos, um sem-número de problemas no desenvolvimento, na aprendizagem ou no comportamento podem tornar-se evidentes a famílias e educadores.
O cérebro deve interpretar as várias informações sensoriais que chegam do corpo e do ambiente para que possamos prestar atenção, aprender, planear e estar organizados. Este é o processo da Integração Sensorial.

Como é aplicada a Integração Sensorial?
Os terapeutas ocupacionais da Getting It, ao usarem abordagens baseadas na teoria de Integração Sensorial, debruçam-se sobre os princípios motores e sensoriais subjacentes que ajudam a criança a desenvolver novas capacidades mais facilmente. A nossa abordagem é muito individualizada, focando-se nos interesses da criança e nas suas necessidades e competências desenvolvimentais. Por exemplo, uma criança com dificuldades na escrita manual pode, numa sessão com um terapeuta, participar num circuito de obstáculos para desenvolver o planeamento motor e a perceção do corpo como um todo, bases necessárias à formação de letras e números individualizados.
A Getting It abraça também uma abordagem centrada na família, assegurando que o terapeuta colabora com cada família e troca com ela constantes informações. Em conjunto, pais e terapeutas conseguem uma maior compreensão acerca da criança e consequentemente uma intervenção mais efetiva.

Grupos de treino de competências sociais

Os grupos vieram para ficar na Getting it…

Grupo Get Buddies
O Get Buddies é um grupo criado com o objetivo de potenciar as competências sociais, de interação e de comunicação e de resolução de problemas (motores, cognitivos e sociais). Pode ser constituído apenas por crianças com alterações do desenvolvimento, ou por crianças com e sem alterações do desenvolvimento. É direcionado a crianças entre os 4 e os 6 anos. É dinamizado por 2 técnicos e o limite de 4/5 crianças. Decorre na Getting it ou num jardim de infância, com uma periodicidade semanal e a duração de 60 minutos.

Grupo Get Story
O Get Story é um grupo criado com o objetivo de promover o incentivo à leitura. É constituído por um primeiro momento em que há o conto de uma história, seguido da reflexão e de uma atividade sensório-motora relacionada com a mesma. É direcionado a crianças entre os 4 e os 6 anos e entre os 6 e os 9 anos. É dinamizado por 2 técnicos por sessão e o limite de 10 a 12 crianças. Decorre na Getting it ou num jardim de infância, com uma periodicidade quinzenal e a duração de 60 a 90 minutos.

Grupo Get Rhymes
O Get Rhymes é um grupo criado com o objetivo de promover a consciência fonológica e a iniciação à literacia de forma lúdica. É direcionado a crianças entre os 3 e os 6 anos. Cada sessão é dinamizada por 2 técnicos e o limite de 10/12 crianças. Decorre na Getting it ou num Jardim de Infância com uma periodicidade quinzenal e a duração de 45 minutos.

Grupo Get Skills
O Get Skills é um grupo criado para trabalhar as competências funcionais em atividades do dia a dia que envolvam uma componente social, de autonomia e de linguagem/comunicação. É direcionado a famílias com crianças com alterações do desenvolvimento com mais de 6 anos. Cada sessão consiste na visualização de vídeos para implementação de estratégias que respondam às necessidades referidas pelos pais. É dinamizada por dois técnicos na Getting it.

Nota: A frequência dos grupos implica inscrição prévia na secretaria da Getting it. No caso do Grupo Get Buddies a inscrição implica a frequência de 10 sessões consecutivas, por se tratar de um programa de intervenção. Todos os grupos estão abertos a crianças que não frequentem a Getting it.

Psicomotricidade

Em actualização.
Fisioterapia

Em actualização.
Pedagogia

Em actualização.
Educação especial

Em actualização.